Memorial implementa projeto educativo Caixa da Memória Legislativa
Aconteceu na manhã de hoje (14), no Memorial do Legislativo RS, a Oficina Caixa da Memória Legislativa, voltada para estudantes do Ensino Médio, com o objetivo de resgatar a história da construção da primeira sede do Parlamento gaúcho, que completa 191 anos de existência.
POLÍTICANOTÍCIAS
4/14/20262 min read


Aconteceu na manhã de hoje (14), no Memorial do Legislativo RS, a Oficina Caixa da Memória Legislativa, voltada para estudantes do Ensino Médio, com o objetivo de resgatar a história da construção da primeira sede do Parlamento gaúcho, que completa 191 anos de existência.
A coordenadora da Divisão de Acervo, Memória e Pesquisa da Superintendência de Comunicação, Cultura e Memória da Assembleia Legislativa RS, Patrícia Kohlmann Amato destacou que a atividade da divisão de acervo, memória e pesquisa de mediação patrimonial é uma dinâmica pedagógica em que documentos são selecionados pelos estagiários de história, pesquisadores do Memorial, e apresentados ao público, para que as pessoas interajam com esses documentos e conheçam como é o trabalho de um historiador e a própria história política do estado.
"Essa é uma atividade de memória institucional que é feita pra contar a história do prédio, para contar a história política do Rio Grande do Sul a partir da história desse prédio, que começou em 1790, sendo um prédio de arrecadação de impostos da Real Fazenda, para servir a metrópole quando éramos colônia. Depois ele foi do Conselho Geral da Província que é uma espécie embrionária de parlamento. Em 1835, o prédio passou a abrigar a primeira sede Poder Legislativo gaúcho, ali permanecendo até 1967", sublinhou a coordenadora.
A gente vai percorrer através dos documentos de fotos a história deste prédio e vai constatar que ele foi construído a partir de mão-de-obra de escravizados, e encerrou a sua história como Parlamento, tendo como presidente o deputado Carlos Santos, primeiro presidente negro da Assembleia Legislativa RS, recordou Patrícia.
A professora de História do Instituto de Educação General Flores da Cunha , Laura Ferrari, que acompanhou a turma do 3º ano do Ensino Médio da instituição destacou que é muito importante poder proporcionar esses espaços de aprendizagem que extrapolam as paredes da sala de aula expositiva e acabam não só entrando em contato com fontes primárias, mas também circular em espaços que são espaços de patrimônio histórico e cultural. "Só de entrarem num prédio como esse aqui eles já estão vivendo história", sulbinhou Laura.