Janeiro Branco: quando falar sobre emoções se torna um ato que salva vidas

Campanha reforça a importância da saúde mental, incentiva conversas abertas sobre sentimentos e destaca que buscar ajuda profissional pode prevenir crises emocionais e situações de risco

SAÚDENOTÍCIAS

1/6/20263 min read

Com a virada do ano, o mês de janeiro se transforma em um convite à reflexão. Não apenas sobre metas e novos começos, mas, principalmente, sobre o cuidado com aquilo que costuma ser silenciado: a saúde mental. Criada para sensibilizar a sociedade sobre o tema, a campanha Janeiro Branco vem se consolidando como um movimento essencial para estimular diálogos, superar tabus e mostrar que pedir ajuda não é fraqueza, mas um gesto de coragem.

Grande parte das pessoas enfrenta, ao longo da vida, algum nível de sofrimento psíquico, seja por ansiedade, estresse, lutos, sobrecarga profissional ou dificuldades nos relacionamentos. O problema surge quando esses sinais são ignorados ou minimizados. A psicóloga e docente do curso de Psicologia da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Suzane Skura, destaca que a prevenção começa com a compreensão de que emoções precisam ser acolhidas.

“Quando nomeamos aquilo que sentimos, criamos possibilidade de vida e conexão. Ao expressar nossas dores, medos e angústias, abrimos espaço para cuidado, apoio e intervenções que podem impedir que o sofrimento se intensifique. Já o silêncio, muitas vezes, faz crescer aquilo que poderia ser acolhido e manejado. Falar é um ato de coragem e também de cuidado consigo mesmo”, explica psicóloga e docente da Afya.

Para a psicóloga, a sociedade ainda carrega a ideia de que demonstrar fragilidades é sinal de fraqueza, o que impede muitas pessoas de procurar ajuda. “Precisamos entender que cuidar da saúde mental não é um privilégio, é uma necessidade humana. Assim como acolhemos uma dor física, também precisamos reconhecer e cuidar da dor emocional. Buscar apoio profissional, seja com psicólogo ou psiquiatra, é um gesto de responsabilidade e cuidado, é um passo consciente na direção de uma vida com mais presença e bem-estar”, afirma Suzane.

A campanha Janeiro Branco também chama atenção para a importância das redes de apoio. Conversas francas entre amigos e familiares, ambientes de trabalho que respeitam limites e escolas que acolhem emoções fazem parte desse movimento de cuidado coletivo. A especialista ressalta que perceber mudanças no comportamento de alguém próximo, como, por exemplo, isolamento, irritabilidade ou desânimo constante pode ser decisivo para intervir a tempo.

De acordo com Suzane, pequenas atitudes têm grande impacto. “Quando perguntamos ‘como você está?’ e realmente escutamos a resposta, criamos uma ponte. Essa escuta ativa pode evitar que a pessoa se sinta sozinha e sem alternativas. Falar sobre emoções salva vidas porque abre caminhos, cria possibilidades e fortalece quem precisa”, acrescenta a psicóloga.

Ao longo de janeiro, instituições de saúde, escolas e organizações promovem ações educativas, rodas de conversa e campanhas informativas. Mas a mensagem central permanece atual durante todo o ano: cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo, e a empatia continua sendo um dos instrumentos mais poderosos de prevenção.

O Janeiro Branco lembra que ninguém precisa enfrentar suas batalhas silenciosamente. Informar-se, acolher, escutar e buscar ajuda são passos que transformam vidas e podem, literalmente, salvá-las

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo "Valor Inovação" (2023) como a mais inovadora do Brasil e "Valor 1000" (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio "Executivo de Valor" (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa "Liderança com ImPacto", do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

Assessoria de Imprensa | Afya Centro Universitário de Pato Branco