Damares Alves rechaça acordão e sobe o tom contra o STF no Senado
Senadora garante que não negociará blindagem a ministros em meio a suspeitas e cobra responsabilização individual no plenário
POLÍTICANOTÍCIAS
10/15/20261 min read


A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) subiu à tribuna na tarde desta terça-feira (13) para enviar um recado claro ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aos seus pares no Senado.
Em tom de indignação, ela descartou qualquer possibilidade de um "acordão" para proteger ministros da Corte contra eventuais processos de impeachment.
A fala reage a rumores de que haveria conversas institucionais de bastidores com o objetivo de evitar tensões e poupar magistrados. Damares rechaçou as insinuações de que cederia em nome de governabilidade ou estabilidade.
A senadora afirmou que não trabalhará como "fiadora de impunidade". Ela cobrou, de forma direta, que o princípio da responsabilização individual seja respeitado.
"Não tem acordo. As condutas serão investigadas. Não contem comigo para qualquer tentativa de acordo com suas excelências lá do outro lado que violaram direitos humanos o tempo todo", declarou Damares, dirigindo-se aos recém-eleitos na Casa.
Assista a íntegra do discurso: https://abre.ai/tV4V
Para justificar sua postura inegociável, a parlamentar listou o que considera abusos recentes da Corte.
Citou o caso de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, morto sob custódia no complexo da Papuda.
Relatou também o que chamou de "inquéritos intermináveis", além de apontar "excesso de pena" e perseguição política a apoiadores da direita.
Damares trouxe ainda a público o seu próprio caso com a Justiça. Revelou ter sido proibida pelo STF de divulgar sua própria absolvição em um inquérito. A decisão judicial, que determinou sigilo, foi classificada por ela como censura.
A pressão sobre o Judiciário não parou por aí. A parlamentar apontou suspeitas graves envolvendo pessoas poderosas em crimes de corrupção, tráfico humano, exploração sexual e aliciamento de refugiadas ucranianas em festas.
Ela cobrou que o Senado mobilize a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle para instalar uma "mini CPI" e apurar rigorosamente as denúncias.
Foto: Carlos Moura